Seu orçamento de obra passaria por uma auditoria de um fundo de R$ 100 bi? [ConstruFoco #48]

Fundos imobiliários movimentaram R$ 27,6 bi em 2025 e respondem por 73% das vendas comerciais. Logística, escritórios triple A e data centers lideram demanda. Veja como adequar seus orçamentos de obras.

Por Raphael Chelin Publicado em 27/01/2026 Leitura: 3 min
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Seu orçamento de obra passaria por uma auditoria de um fundo de R$ 100 bi? [ConstruFoco #48]

Ao longo de 2025, acompanhamos de perto a transformação no acesso a funding para o setor imobiliário. Falamos sobre a queda de 54% no SBPE para PJ, o mercado de capitais ultrapassando o SBPE pela primeira vez, a tributação das LCIs e também sobre o novo modelo de crédito que começa a valer este ano.

Hoje, trago um novo episódio dessa história, que mostra para onde o dinheiro está indo: essa notícia publicada pelo portal Construa Negócios conta que, segundo a consultoria CBRE, fundos imobiliários responderam por 73% do volume total de vendas de imóveis comerciais no Brasil em 2025 – algo em torno de R$ 27,6 bilhões até novembro.

Você concorda comigo que não dá para ignorar um número como esse? Então, vamos pensar juntos sobre o que isso significa para o mercado.

Onde o dinheiro está entrando e o novo padrão de exigência

Entre 2005 e 2008, a venda de imóveis comerciais no Brasil (escritórios, galpões logísticos, lajes corporativas) movimentava, em média, R$ 7,3 bilhões por ano. Já no ciclo de 2019 a 2024, essa média subiu para R$ 23,2 bilhões anuais. E só em 2025, até novembro, foram R$ 27,6 bilhões. Ou seja, saímos de um mercado de nicho para um oceano de capital institucional. Porém, vender para usuário final é completamente diferente de vender para fundo institucional.

Quando você vende para uma empresa que vai ocupar o prédio, o foco está na adequação operacional. Se uma mudança de layout for melhor para o dia a dia deles, há espaço para ajustes e flexibilidade de prazo. Quando você vende para um fundo de R$ 100 bilhões sob gestão, a história muda completamente.

O mercado de capitais compra previsibilidade. E previsibilidade, no contexto imobiliário, significa governança, gestão e transparência em níveis que muitas incorporadoras tradicionais ainda não possuem.

O gestor do fundo quer due diligence técnica completa, certificações ambientais, documentação impecável, orçamento auditável com histórico de revisões, cronograma físico-financeiro validado e, principalmente, ROI claro com inquilinos já confirmados.

Se o projeto tem falhas estruturais, sistemas prediais subdimensionados ou certificações pendentes, simplesmente não entra no radar. Se a obra atrasa, pode haver multa contratual, perda de rentabilidade projetada e risco de cancelamento da operação.

Ou seja, a ascensão dos fundos imobiliários é uma mudança no comprador e também no padrão de exigência técnica, na velocidade de decisão e na previsibilidade que o mercado espera de quem constrói.

Se você quer aproveitar as oportunidades que surgem disso, precisa elevar o nível de seus orçamentos e acompanhar os custos de maneira mais eficiente.

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Quer saber o que podemos fazer pela sua empresa e por suas obras? Entre em contato com a gente.

Boa semana!

Raphael Chelin
CEO

Foto de destaque: Shane McLendon na Unsplash