Conheça a empresa catarinense que lidera a evolução das fachadas com sistemas industrializados que unem design, tecnologia e eficiência construtiva
Descarregar materiais de fachada no centro de São Paulo das 22h às 5h para não impactar o trânsito. Resolver o problema de obras que deixam resíduos de reboco na quadra inteira em centros urbanos adensados. Desenvolver sistemas que eliminam trabalhos arriscados em altura.
Esses são alguns dos desafios que a Rissi Fachadas e Esquadrias transformou em soluções inovadoras.
Em 28 anos de mercado, a Rissi saiu do interior de Santa Catarina para se tornar referência nacional em fachadas unitizadas, participando das maiores obras do país. Durante o 9º INCORPOD, webinar promovido pela Celere e pela Nexxa Engenharia, Vanderlei Rissi, diretor da Rissi, apresentou as soluções que têm transformado a execução de fachadas em edifícios altos, revelou inovações que a empresa está desenvolvendo e apresentou o case desenvolvido em parceria com o arquiteto Chirochi Shimizu Júnior em Chapecó (SC). A seguir, você confere os destaques dessa história.Leia também: Design de fachadas como estratégia para vender mais e valorizar empreendimentos
De Chapecó para o Brasil
A Rissi Fachadas e Esquadrias iniciou suas atividades em 1997, especializando-se desde o início em fachadas unitizadas e de vidro. O grande salto da empresa aconteceu a partir de 2011, quando os sistemas industrializados começaram a se tornar mais acessíveis no mercado brasileiro.
Como uma das primeiras empresas do Sul a trabalhar com sistemas unitizados, a Rissi teve contato direto com os principais fornecedores do setor. Essa experiência revelou oportunidades de melhoria que levaram ao desenvolvimento de uma solução própria. “Em 2016, fizemos um desenho de uma fachada nova nossa e, em 2017, já colocamos ela no mercado”, conta Vanderlei.
O desenvolvimento foi impulsionado por uma obra em Montevidéu (Uruguai) realizada em parceria com a Schuco, empresa alemã de renome internacional. “Isso também nos trouxe uma abertura para o que vinha acontecendo fora do Brasil em termos de fachada e dessa evolução”, avalia.
O resultado foi o Sistema Uníssima, uma fachada unitizada exclusiva da Rissi que combina as melhores práticas do mercado com melhorias desenvolvidas pela experiência da empresa em projetos, na fábrica e na obra.
A revolução dos sistemas industrializados
Para entender o impacto das soluções da Rissi, é fundamental compreender a diferença entre os sistemas tradicionais e industrializados.
Sistema stick (tradicional)
O sistema convencional, chamado de stick, está no mercado há mais de 60 anos e foi adequado para sua época. “Há 60 anos, pelo menos no Brasil, não tínhamos obra de 50, 60 andares. Os sistemas stick foram muito bons à sua época e atendiam as necessidades do momento”, contextualiza Vanderlei. No entanto, esse sistema apresenta limitações significativas. Entre elas, destacam-se:- Necessidade de esperar a conclusão total da estrutura antes de iniciar a fachada.
- Montagem manual, painel por painel, sempre por fora da obra.
- Exposição a riscos de segurança do trabalho devido ao trabalho externo em altura.
- Lentidão no processo, incompatível com a demanda atual por agilidade.
“É uma fachada que você constrói na obra. Você leva os materiais, vai construindo na obra. Isso vai totalmente na contramão da modernidade de fachada e da agilidade que as obras precisam”, avalia o diretor da Rissi.
Sistema unitizado
O sistema unitizado representa “a evolução da fachada”, como define Vanderlei. Concebido há cerca de 60 anos no exterior, chegou ao Brasil há aproximadamente 20 anos, e oferece vantagens substanciais, como:- Fabricação industrial.
- Instalação simultânea.
- Segurança aprimorada.
- Antecipação de etapas.
Leia também: Fachadas industrializadas: o que muda no custo, no prazo e na segurança da construção
Desafios do mercado
A experiência da Rissi no mercado brasileiro revelou desafios específicos que justificam ainda mais a adoção de sistemas industrializados. Um problema particularmente ilustrativo ocorre em centros urbanos adensados, como Balneário Camboriú (SC).“Um tema que sempre vem à mesa é que os clientes, ao fazer obras convencionais para edifícios altos com reboco normal de obra, além da escassez da mão de obra, têm a dificuldade por estar num lugar enclausurado, com vários edifícios vizinhos”, explica Vanderlei.
“Hoje, a obra sendo rebocada num prédio dessa altura acaba rebocando a quadra inteira. Tanto é que algumas empresas no litoral já acabaram abrindo outros negócios, como lavação e polimento de carro, porque rebocam o prédio e já fazem uma ‘rebocadinha’ nos automóveis da vizinhança”, complementa.
A solução industrializada também resolve questões logísticas complexas. A Rissi já trabalhou em obras no centro de São Paulo onde era necessário chegar depois das 10 horas da noite, descarregar material e sair antes das 5 da manhã – algo viável apenas com sistemas planejados e controlados.Inovação sustentável: painéis fotovoltaicos integrados
Um dos destaques da apresentação foi a inovação em sustentabilidade desenvolvida pela Rissi em parceria com a Garantia Solar. A empresa criou painéis fotovoltaicos arquitetônicos que se integram perfeitamente às fachadas de vidro.
O problema identificado era claro: “os painéis de geração de energia que existem no mercado, usados em tetos e galpões, não são arquitetônicos”, explica Vanderlei.
A solução desenvolvida mantém a estética da fachada. “Fazemos a laminação com o mesmo vidro da obra, trazendo os wafers, o stringer – que é aquela telinha que gera energia – com os conectores na parte de trás e laminamos tudo isso”, revela.
O primeiro projeto com essa inovação está em execução: um retrofit de um antigo Banco do Brasil em Brasília, com 540 painéis de 1,20m por 0,80m, já locado para uma multinacional que valorizou especificamente os apelos sustentáveis do projeto.
Fachadas ventiladas e a próxima evolução
Além das fachadas unitizadas, a Rissi desenvolveu soluções avançadas em fachadas ventiladas. “Elas permitem que você faça um revestimento trazendo os apelos arquitetônicos com produtos como ACM, Pertec, Laminã e a própria cerâmica sem ter a necessidade de voltar para o sistema convencional e rebocar o prédio”, explica. E a empresa está desenvolvendo uma evolução ainda mais avançada: fachadas estanques. “Estamos trazendo uma fachada com a concepção de ser ventilada, mas que ela seja estanque para também começarmos a eliminar a etapa de que a obra precisa levantar, erguer a alvenaria antes de fazer esse revestimento”, adianta.Cases de sucesso
A Rissi participou de projetos icônicos que demonstram a eficácia de suas soluções:Boreal Tower – Balneário Camboriú (SC)
Edifício de 67 pavimentos com envelopamento 100% da obra, incluindo vidro estrutural glazing e fachada ventilada de ACM. “Não tem 1m de alvenaria aparecendo. Fizemos todo o revestimento do prédio”, conta Vanderlei.
Órion Business $ Heal – Goiânia (GO)
O maior prédio de Goiânia, com 23.000 m² de fachada de vidro, foi feito num prazo recorde. A Rissi é hoje referência em sistemas unitizados em Goiânia e Brasília.
Case conjunto: o futuro em Chapecó
Por fim, Vanderlei e Chiro apresentaram um case em conjunto: um empreendimento da Firme Negócios Imobiliários em Chapecó (SC), com mais de 130 metros de altura e 10.000 m² de área envidraçada.
O projeto une o design exclusivo do Chiro – com conceito de “linhas contemporâneas” e “elevação para o céu” – com a expertise técnica da Rissi para execução. “É muito legal quando conseguimos somar forças para gerar valor para o empreendimento, para a construtora e para a cidade”, comenta Chiro.
Na visão de Vanderlei, essa iniciativa será transformadora para a cidade. “Isso, sem sombra de dúvida, vai ser um divisor de águas. Agora, futuras obras terão que ter no mínimo um apelo igual a essa”, avalia.
O projeto exemplifica a importância da integração entre disciplinas desde o início, evitando o problema comum de “lançamentos de obras extremamente belas e com apelos arquitetônicos fantásticos e quando ia se executar, a conta não fechava”, analisa Vanderlei.
Leia também: Design de fachadas como estratégia para vender mais e valorizar empreendimentos