Segundo a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC), divulgada ontem (22) pelo IBGE, serviços especializados já respondem por 24% do valor das obras no Brasil – maior participação da série histórica
O canteiro de obras tradicional, com execução linear e majoritariamente artesanal, está sendo substituído por um modelo mais segmentado, técnico e industrializado.
Segundo a nova PAIC, os serviços especializados – como instalações elétricas, hidráulicas, pintura, impermeabilização e outras frentes técnicas contratadas independentemente – atingiram, em 2023, sua maior participação histórica no valor total das obras: 24%.
Esse avanço provoca mudanças na forma de construir que colocam em xeque os modelos tradicionais de orçamento, que assumiam obras mais centralizadas e homogêneas.
Isso porque esse modelo de obra cada vez mais fragmentado e com alto grau de terceirização exige que o orçamento contemple não apenas os custos diretos de cada atividade, mas também as interfaces entre elas. Cada pacote contratado carrega variáveis próprias – como produtividade, regime de contratação, encargos e riscos – que precisam ser previstas de forma integrada. Isso torna o processo orçamentário mais técnico, detalhado e sujeito a ajustes dinâmicos ao longo do projeto.
Nesse contexto, surgem novos desafios:
- Cada serviço precisa ser orçado com composições próprias e índices específicos de produtividade e consumo.
- A interface entre os pacotes contratados se torna um ponto crítico no cronograma e na precificação.
- É necessário adaptar o BDI e os encargos previstos às realidades contratuais de fornecedores diferentes.
Em outras palavras: quanto mais especializada a obra, maior a responsabilidade do orçamento em prever e equilibrar variáveis que antes eram diluídas no escopo da construtora principal.
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A PAIC também revela outros movimentos importantes que impactam a gestão de obras:
- Queda no emprego geral da construção: em dez anos, o número de pessoas ocupadas na indústria da construção caiu 14,7% (-425,4 mil).
- Participação do setor público volta a crescer: em 2023, o setor público registrou um aumento de 1,2 ponto percentual na participação do valor de obras em relação a 2022, representando 31,6% do total.
- Menor concentração empresarial da série histórica: a concentração de mercado é medida pelo indicador R8, que calcula o percentual do valor total das obras gerado pelas oito maiores empresas do setor. Em 2014, as oito principais empresas respondiam por 8,6% do valor de obras total; em 2023, esse percentual caiu para 3,3%, o menor valor da série histórica iniciada em 2007.
Como a Celere atua nesse cenário
Na Celere, acompanhamos de perto as movimentações no setor. Sabemos que a complexidade de uma obra começa muito antes da execução – e é no orçamento que ela precisa ser entendida e controlada.
Por isso, desenvolvemos o Budget Analytics, uma solução que transforma dados técnicos e índices gerais em inteligência personalizada, ajustando os parâmetros de custo ao que realmente acontece no seu canteiro. Com a nossa metodologia, sua empresa pode:
- Orçar cada frente especializada com composições realistas e ajustadas ao seu modelo de contratação;
- Simular cenários e impactos financeiros antes de tomar decisões;
- Integrar memorial descritivo, produtividade e critérios técnicos em um banco de dados preciso;
- Gerar relatórios em BI com tudo o que precisa ser contratado, comprado e controlado, do início ao fim da obra.
Com o Budget Analytics, o orçamento deixa de ser apenas um número de referência e se torna uma ferramenta estratégica de gestão, controle e previsibilidade.
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