Um ano de debates sobre construção – e o que vem em 2026 [ConstruFoco #45]

Entre recordes de vendas e escassez de funding, acompanhamos mês a mês as viradas, pressões e oportunidades que moldaram a construção em 2025

Por Raphael Chelin Publicado em 06/01/2026 Leitura: 4 min
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Um ano de debates sobre construção – e o que vem em 2026 [ConstruFoco #45]

Antes de mais nada, queria desejar um Feliz Ano Novo pra você! Que 2026 seja um ano repleto de conquistas, alegrias e saúde.

Quando criei a ConstruFoco, em fevereiro de 2025, meu objetivo era criar um espaço de conversa semanal sobre o que realmente importa na construção civil – não apenas os números que aparecem nos jornais, mas o que esses números significam para quem está no dia a dia de construtoras e incorporadoras.

Quase um ano depois, posso dizer que essa missão vem sendo cumprida semanalmente. Ao longo das 44 edições enviadas no ano passado, discutimos tudo o que realmente moveu o mercado – da explosão de recuperações judiciais aos R$ 417 bilhões em movimento no setor, passando pela Selic a 15%, crédito que caiu 53% e materiais de acabamento que cresceram 102%.

Nesta primeira edição de 2026, resolvi relembrar alguns dos temas que debatemos porque acredito que o olhar no retrovisor é fundamental para entendermos onde estamos – e para onde vamos.

Os temas que definiram 2025

Um ano de debates sobre construção – e o que vem em 2026 [ConstruFoco #45] - planejamento

O ano começou com sinais contraditórios. Em fevereiro, discutimos como o INCC em alta pressionava orçamentos, enquanto funding limitado enfrentava demanda recorde. Logo ficou claro que 2025 separaria quem tem estrutura de quem improvisa.

Entre março e junho, o setor precisou se ajustar. Falamos sobre como erros em premissas de fundação podem inviabilizar negócios, por que o médio padrão virou o elo mais frágil e como 86% das incorporadoras afirmavam estar mais difícil conseguir financiamento.

No segundo semestre, os números começaram a contar uma história clara. Confiança despencava pelo 6º mês consecutivo, ciclo de alta para incorporadoras chegava ao fim, e intenção de investimento despencava. Mas, ao mesmo tempo, construtoras populares valorizavam até 116% e gestoras tinham R$ 5 trilhões para construção (mas não para qualquer um).

E no último trimestre, o tema central foi execução. Mostramos que receita recorde não garante lucro, que R$ 150 bilhões em crédito estavam disponíveis, mas exigiam estrutura para capturar, e por que orçamentos baseados em SINAPI ainda estouram.

A lição de 2025

Se tivesse que resumir o ano em uma frase, seria esta: não faltou oportunidade, mas para aproveitá-las, foi fundamental saber executar com eficiência e gestão profissional.

O mercado cresceu, gerou emprego e movimentou bilhões. Mas quem cresceu com margem saudável foi quem entendeu que cada fase do projeto pede uma ferramenta diferente de orçamento, que índices genéricos não protegem a margem e que uma nova linha de crédito não resolve velhos riscos de orçamento.

Quer revisitar algum tema específico? Todo o acervo de 2025 está disponível aqui.

O que vem em 2026

A partir da semana que vem, voltamos aos debates quentes e informativos. Vamos, juntos, continuar colocando a construção em foco e debatendo os rumos do setor. Afinal, empresas que crescem de forma sustentável são aquelas que entendem profundamente o momento em que estão.

E se você quer que 2026 seja o ano em que sua empresa finalmente tem segurança e otimização de recursos na gestão de projetos, a Celere pode ajudar.

A missão do nosso time de especialistas é entregar exatamente isso, contando com a ajuda das nossas soluções de tecnologia e dados que cobrem todo o ciclo do projeto:

Um ano de debates sobre construção – e o que vem em 2026 [ConstruFoco #45] - engenhariaQuer começar 2026 com estrutura sólida? Entre em contato, e vamos conversar.

Um abraço e um excelente ano,

Raphael Chelin
CEO

Imagens: EJ Yao e Joe Holland na Unsplash