A CNI divulgou há alguns dias a Sondagem Indústria da Construção de novembro, que mostra que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu 0,8 ponto, chegando a 49,2 pontos. Essa é a terceira alta consecutiva, acumulando 3,4 pontos desde setembro.
![Índice de confiança sobe, mas cautela domina decisões do setor [ConstruFoco #43] - planejamento](https://celere-ce.com.br/assets/images/artigos/0436ba8c81931c5953fe99d8badbf36f.png)
Por outro lado, as expectativas de emprego, investimento e lançamentos para os próximos seis meses recuaram:
![Índice de confiança sobe, mas cautela domina decisões do setor [ConstruFoco #43] - engenharia](https://celere-ce.com.br/assets/images/artigos/9f5b09ee5e2313e6f5bee2b5cd509275.png)
E os dados efetivos de outubro confirmam esse cenário cauteloso.
- O índice de evolução do nível de atividade da Indústria da construção ficou em 47,9 pontos, uma queda de 0,5 ponto na comparação com setembro. Com esse resultado, ele passou a situar-se praticamente na média para meses de outubro, que é de 47,8 pontos.
- Já o índice de evolução do número de empregados no setor ficou em 47,5 pontos em outubro após uma alta de 0,4 ponto na comparação com setembro. Assim, ele ficou superior à média para o mês (46,5 pontos).
- Por fim, a Utilização da Capacidade Operacional (UCO) da Indústria da construção manteve-se inalterada em 68%. A comparação com o mesmo mês de 2024 demonstra queda de dois pontos percentuais.
Resumindo: os empresários acreditam que o cenário pode ser ainda melhor em 2026, mas reduzem expectativas de contratar, investir e lançar novos projetos.
As taxas de juros elevadas continuam no topo da lista de preocupação (35,7% das menções). A alta carga tributária aparece em segundo lugar (32,4%), com leve alta de 1,0 ponto. E a falta ou alto custo de mão de obra – tanto qualificada (26,6%) quanto sem qualificação (25,0%) – subiu 2,3 e 1,7 pontos percentuais respectivamente, sinalizando que a disputa por profissionais continua acirrada.
O que vem em 2026
O mercado está aquecido: R$ 77 bilhões devem entrar em 2026, materiais de acabamento cresceram 102% (obras chegando ao fim) e a expectativa é de que os juros caiam. As oportunidades estão aí. A questão é: quem vai capturá-las mantendo margem saudável?
Como vimos nas edições sobre SINAPI e INCC-M, índices genéricos não protegem margem quando custos oscilam 0,62 ponto percentual em 30 dias. E com o mercado aquecido, a tentação de relaxar no controle é ainda maior.
E esse é o foco da Celere. Não usamos apenas referências de mercado (normalmente em R$ por metro quadrado global), entregamos dados de custos detalhados que atuam como instrumentos de decisão que permitem capturar oportunidades sem comprometer a margem.
Quer estruturar sua empresa para prosperar em 2026? Entre em contato com a gente, e vamos conversar!
Raphael Chelin
CEO
Foto de destaque: Danist Soh na Unsplash