O boom de empregos na construção e a pressão nos custos [ConstruFoco #59]

Construção ultrapassou três milhões de trabalhadores formais, criando 81 mil vagas nos dois primeiros meses de 2026. Entenda o que isso revela sobre o setor e os desafios à frente.

Por Raphael Chelin Publicado em 14/04/2026 Leitura: 2 min
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O boom de empregos na construção e a pressão nos custos [ConstruFoco #59]

Você viu que a construção civil ultrapassou novamente a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil?

Segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e compartilhados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor criou 31.099 novos postos somente em fevereiro – segundo mês consecutivo de saldo positivo.

Se você acompanha a ConstruFoco, sabe que venho falando sobre resiliência do mercado imobiliário mesmo com Selic a 15%, protagonismo do MCMV e transformação no acesso a funding. E esses números de emprego são o reflexo concreto de tudo isso acontecendo na prática.

Os números por segmento e por que isso importa

O saldo positivo de fevereiro veio de três frentes:

  • Construção de Edifícios: 12.666 novas vagas
  • Infraestrutura: 9.382 vagas
  • Serviços Especializados: 9.051 vagas

No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor já gerou 81.637 novos postos com carteira assinada – resultado da soma de 50.538 vagas em janeiro e 31.099 em fevereiro. Com 453.005 unidades lançadas e 426.260 vendidas em 2025 (segundo a CBIC), é preciso mesmo muita mão de obra em canteiro!

Ou seja, ultrapassar a marca de três milhões de trabalhadores formais é um indicador de que o setor está efetivamente executando obras, não apenas anunciando projetos.

Construção lidera criação de empregos no Brasil

Vale destacar que, entre os cinco grandes setores da economia, a construção ficou em terceiro lugar na geração de empregos em fevereiro:

  1. Serviços: 221.084 vagas
  2. Indústria: 86.091 vagas
  3. Construção: 31.099 vagas (mas com 81.637 no acumulado do ano)
  4. Agropecuária: 31.930 vagas

No contexto geral, o Brasil criou 255.321 empregos formais no segundo mês do ano, elevando o estoque total para mais de 48,8 milhões de vínculos celetistas. Isso significa que a construção responde por aproximadamente 6,1% de todos os empregos formais do país – um peso relevante na economia brasileira.

O que vem pela frente

Com projeções de estabilização e possível redução gradual da Selic em 2026, expectativa de maior volume de recursos do FGTS e ampliação das metas do MCMV, a tendência é que o setor continue contratando nos próximos meses. Porém, o crescimento acelerado de contratações em um mercado com escassez de mão de obra qualificada pode pressionar custos. Incorporadoras que dominam gestão de custos, orçamentos atualizados e controles rigorosos estarão mais preparadas para navegar esse cenário de expansão sem comprometer margens.

Na Celere, ajudamos incorporadoras e construtoras a manter controle sobre custos de obra mesmo em cenários de volatilidade.

Imagem do artigoQuer conversar sobre como preparar seus orçamentos para esse cenário? Entre em contato com a gente!

Boa semana!

Raphael Chelin
CEO


Imagem de destaque: Josh Olalde na Unsplash