Você viu que a construção civil ultrapassou novamente a marca de três milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil?
Segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e compartilhados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o setor criou 31.099 novos postos somente em fevereiro – segundo mês consecutivo de saldo positivo.
Se você acompanha a ConstruFoco, sabe que venho falando sobre resiliência do mercado imobiliário mesmo com Selic a 15%, protagonismo do MCMV e transformação no acesso a funding. E esses números de emprego são o reflexo concreto de tudo isso acontecendo na prática.
Os números por segmento e por que isso importa
O saldo positivo de fevereiro veio de três frentes:
- Construção de Edifícios: 12.666 novas vagas
- Infraestrutura: 9.382 vagas
- Serviços Especializados: 9.051 vagas
No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o setor já gerou 81.637 novos postos com carteira assinada – resultado da soma de 50.538 vagas em janeiro e 31.099 em fevereiro. Com 453.005 unidades lançadas e 426.260 vendidas em 2025 (segundo a CBIC), é preciso mesmo muita mão de obra em canteiro!
Ou seja, ultrapassar a marca de três milhões de trabalhadores formais é um indicador de que o setor está efetivamente executando obras, não apenas anunciando projetos.
Construção lidera criação de empregos no Brasil
Vale destacar que, entre os cinco grandes setores da economia, a construção ficou em terceiro lugar na geração de empregos em fevereiro:
- Serviços: 221.084 vagas
- Indústria: 86.091 vagas
- Construção: 31.099 vagas (mas com 81.637 no acumulado do ano)
- Agropecuária: 31.930 vagas
No contexto geral, o Brasil criou 255.321 empregos formais no segundo mês do ano, elevando o estoque total para mais de 48,8 milhões de vínculos celetistas. Isso significa que a construção responde por aproximadamente 6,1% de todos os empregos formais do país – um peso relevante na economia brasileira.
O que vem pela frente
Com projeções de estabilização e possível redução gradual da Selic em 2026, expectativa de maior volume de recursos do FGTS e ampliação das metas do MCMV, a tendência é que o setor continue contratando nos próximos meses. Porém, o crescimento acelerado de contratações em um mercado com escassez de mão de obra qualificada pode pressionar custos. Incorporadoras que dominam gestão de custos, orçamentos atualizados e controles rigorosos estarão mais preparadas para navegar esse cenário de expansão sem comprometer margens.
Na Celere, ajudamos incorporadoras e construtoras a manter controle sobre custos de obra mesmo em cenários de volatilidade.
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Boa semana!
Raphael Chelin
CEO
Imagem de destaque: Josh Olalde na Unsplash