Há alguns dias, viralizou no LinkedIn um vídeo que mostrava um túnel pré-moldado sendo colocado sob uma rodovia na Holanda em apenas um fim de semana. Em pouco tempo, o post gerou um debate acalorado sobre as diferenças entre obras públicas como essa executadas no Brasil e sobre a eficiência na construção civil, de maneira geral.
Entre piadas, críticas a políticos e à forma como geralmente as obras são conduzidas em nosso país, centenas de engenheiros apresentaram seus pontos de vista e lamentaram a falta de eficiência das obras públicas brasileiras.
É fato que planejamento não é uma palavra muito comum em nossa realidade. Lamentavelmente, na maioria das vezes, o interesse político conta muito mais do que qualquer interesse técnico. E se boa parte das empresas privadas não investe em planejamento, imagine o setor público!
Acontece que muitas destas obras são mal licitadas (apenas com projetos básicos) e, em inúmeros casos, com o local (área) da obra ainda não desapropriado. Além disso, por questões políticas, o setor público pressiona o início de obras, e muitas delas nem chegam a ser concluídas.
Para você ter uma ideia, uma notícia publicada em 08/11/2016 no portal G1 alertou para o fato de que existiam, na época, 22 mil obras inacabadas no Brasil. Na ocasião, para contornar a situação foi criada uma comissão especial de obras inacabadas, liderada pelo senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO). No entanto, até onde conseguimos apurar no site da comissão, pouco houve de concreto desde então.