Novos processos de construção, metodologias mais avançadas de gestão de projetos, automação de tarefas e realidade aumentada estão entre as principais tendências do mercado de engenharia e construção
Quer entender melhor essas tendências e saber como essas movimentações do mercado devem impactar os processos de construção civil? Siga a leitura...
6 tendências mapeadas e analisadas
1 – BIM
O BIM – Building Information Modeling (Modelagem da Informação da Construção) é um método de gestão de projetos de Engenharia e Construção que usa modelos 3D para gerar informações mais precisas. Essa metodologia aumenta a produtividade e a eficiência, reduz custos, minimiza erros, otimiza a comunicação e proporciona maior transparência aos processos. Bilal Succar, que é uma das maiores autoridades em BIM no mundo, destaca que este é “o ano da implantação mundial do BIM”. E o Brasil não deverá ficar atrás! A criação do Comitê Estratégico de Implementação do Building Information Modelling é uma das iniciativas que apontam essa movimentação nacional em direção à adoção do BIM. O objetivo da ação, promovida pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDCI), é propor, no âmbito do Governo Federal, a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM.Leia também
http://celere-ge.com.br/gestao-de-obras/o-que-e-bim/2 – Softwares para gestão de projetos
Com a crescente evolução da tecnologia, cada vez mais ferramentas e soluções digitais vão assumir um papel crucial na gestão de projetos de Engenharia e Construção. O aumento no número de construtechs, empresas que desenvolvem tecnologias focadas no mercado de construção, é um dos indicativos de que a adoção de softwares para gestão de projetos neste segmento deve se concretizar como uma das grandes tendências para 2018 e os anos seguintes. Essa expansão da tecnologia no setor de Engenharia e Construção pode impulsionar mudanças importantes na forma de desenvolver e gerenciar obras. Algumas movimentações nesse sentido são: - Gerenciamento mobile. Com ferramentas que permitem fazer a mensuração e análise em tempo real da obra em campo – com aplicativos mobile, por exemplo. - Gerenciamento offsite. Soluções que permitem fazer o acompanhamento da obra de forma remota – a leitura do campo de obra via drones, por exemplo. - Análise estratégica de dados. Permite fazer uma leitura mais detalhada dos processos, prevendo erros e indicando melhores caminhos – tal qual o BIM realiza, por exemplo. - Treinamentos virtuais. Ferramentas que simulam situações de risco, aumentando a efetividade dos treinamentos de segurança – com óculos de realidade virtual, por exemplo.Leia também
http://celere-ge.com.br/tendencias/o-que-sao-construtechs-e-como-elas-devem-impactar-o-mercado-de-engenharia-e-construcao/3 – Realidade virtual e realidade aumentada
Realidade virtual (RV) é a tecnologia que, como o próprio nome diz, cria e faz o usuário ficar imerso em um ambiente virtual, em um mundo totalmente novo e diferente. Já a realidade aumentada (RA) inclui elementos virtuais dentro do universo real. Essas duas tecnologias devem estar cada vez mais presentes em projetos de Engenharia e Construção nos próximos anos. Essas ferramentas podem ser utilizadas: - No treinamento de profissionais, simulando situações comuns no dia a dia da obra e também oferecendo informações complementares sobre equipamentos e estruturas. - No planejamento e desenvolvimento do projeto, por meio de simulações que ajudem a visualizar detalhes específicos da obra em 3D. - Na comunicação com os clientes, possibilitando a visualização e o acompanhamento da evolução da obra, sem necessariamente estar em campo.4 – Construção modular
A construção modular promete trazer mais eficiência e agilidade aos projetos de Engenharia e Construção. Nesse modelo, as estruturas são moldadas e pré-fabricadas antecipadamente e são transportadas até o campo de obra para serem montadas. De acordo com o Modular Building Instituite, a construção modular oferece os seguintes benefícios: - Mais rapidez. A construção pode acontecer simultaneamente em campo e na fábrica, diminuindo o tempo de desenvolvimento do projeto em até 50%. - Menos atrasos. Como grande parte do desenvolvimento das estruturas acontece dentro da fábrica, não há adiamentos por conta de interferências climáticas. - Mais sustentabilidade. Há diminuição no volume de resíduos em campo.