Proporcionar mais eficiência e aumentar a produtividade na construção civil por meio de uma gestão focada na excelência e em resultados é a principal missão da Celere. Até porque sabemos que, em nosso mercado, a baixa produtividade é um problema universal…
De acordo com o estudo Reinventing construction: A route to higher productivity, desenvolvido pela McKinsey Global Institute, no mundo inteiro, a produtividade na construção civil cresceu uma média de apenas 1% nas últimas duas décadas, enquanto a média de crescimento geral da economia global foi de 2,8%.
Você também sofre com esse problema em seus projetos e quer saber como aumentar a eficiência de suas obras? Veio ao lugar certo!
Neste artigo, apresentamos erros de gestão que podem se refletir na queda da eficiência de seus projetos, prejudicando a produtividade e gerando prejuízos e revelamos o que você precisa fazer para acabar com eles. Acompanhe!
8 erros de gestão que prejudicam a produtividade na construção civil
De acordo com análises da McKinsey em grande projetos de construção civil ao redor do mundo, estes são alguns dos principais erros que prejudicam a eficiência das obras e geram custos extras:1 – Falta de organização
Quando os gestores não são organizados em relação aos processos, aos cronogramas e às informações da obra, o resultado é perda de tempo, desentendimentos entre as áreas e retrabalhos. Além disso, a falta de um sistema organizado pode deixar o gestor menos preparado para tomar decisões de maneira rápida e assertiva. Tudo isso, por consequência, gera prejuízo e afeta a produtividade do projeto.2 – Comunicação inadequada
O gestor diz uma coisa, o coordenador da obra entende outra e o cliente recebe um relatório cheio de inconsistências e contradições. A falta de uma comunicação clara e eficaz pode causar grandes erros na operação – como compras erradas, por exemplo – e também prejudicar o relacionamento entre os envolvidos.3 – Gestão de performance ineficaz
O nível de performance dos profissionais é um dos fatores que mais impactam a produtividade na construção civil. Quando não há acompanhamento contínuo do desempenho da equipe e da obra, muitos pequenos problemas e imprevistos – que poderiam ser facilmente resolvidos, caso fossem identificados rapidamente – acabam se acumulando, gerando prejuízo e atrasos.4 – Discordâncias contratuais
De maneira alguma o desenvolvimento do contrato pode ser negligenciado. Esse documento serve como base para toda a execução da obra. Quando ele não é claro, objetivo e específico o suficiente, pode gerar mal-entendidos que, em última instância, se refletem em prejuízos e atrasos na obra.5 – Falta de gerenciamento do cronograma
É importante ter um cronograma com a previsão das tarefas e processos. Mas esse planejamento só consegue prever até determinado ponto. Por isso, é fundamental monitorá-lo e atualizá-lo periodicamente. Do contrário, não será possível realizar adequações necessárias no cronograma – o que pode acarretar em atrasos nas entregas e na frustração do cliente.6 – Falta de visão de curto prazo
A McKinsey identificou que, na hora de realizar o planejamento, muitas empresas levam em consideração as prioridades para daqui a dois ou três meses, mas deixam de analisar o que é urgente nas próximas semanas. Resultado? A meta de longo prazo pode não ser atingida por conta de problemas no meio do caminho.7 – Gerenciamento de risco insuficiente
O planejamento dos projetos geralmente envolve as questões que a empresa quer que aconteçam. Mas, e quanto aos acontecimentos não esperados? Muitos imprevistos internos e externos podem influenciar a eficiência da obra. O despreparo em relação aos possíveis riscos do projeto pode gerar um custo alto – além de atrasar consideravelmente as entregas.8 – Processos de recrutamento e seleção inadequados
A consultoria McKinsey aponta ainda que outro problema que prejudica a produtividade na construção civil é a falta de um processo qualificado de recrutamento e seleção. Em muitos casos, as empresas contratam conhecidos ou familiares, sem levar em conta suas habilidades e capacidades. Deixar de buscar os melhores talentos do mercado com certeza vai prejudicar não só a eficiência, como a qualidade dos projetos.
Como resolver essas falhas?
Encontramos muitos desses problemas nas consultorias em nossos clientes e sabemos que eles podem ser evitados com uma gestão mais qualificada – focada em eficiência e qualidade. Confira a seguir algumas dicas nesse sentido.1 - Desenvolva estudos de viabilidade e levantamentos quantitativos detalhados
- O estudo de viabilidade é uma análise financeira do empreendimento, baseada na curva de receitas e de despesas previstas.
- Já o levantamento quantitativo é uma definição de todas as quantidades, de todos os projetos e de todos os serviços a serem executados, detalhados por ambientes.
2 - Aplique a metodologia PDCA
O ciclo PDCA (do inglês plan, do, check, act) é uma ferramenta de gestão de uso contínuo. Com essa metodologia, não se “gira a roda” uma vez e a abandona:- Você planeja, executa, verifica, age;
- Planeja de novo, executa de novo, verifica de novo, age de novo;
- E assim sucessivamente...
3 - Adote um checklist na gestão de suas obras
O checklist é uma ferramenta que pode apoiá-lo na gestão de sua obra. Sem esse guia, as chances de você cometer erros, gastar de forma desnecessária, deixar algo importante de lado e acumular problemas aumentam. Um checklist eficiente para gestão de obra envolve questões como:- O que vai ser construído e onde;
- Como a obra será executada;
- A organização de processos do canteiro de obras;
- Plano de segurança do trabalho;
- Diferenciais;
- Pilares para alcançar a excelência;
- Quando tudo está previsto para ser executado;
- Quem faz o quê? Quem responde a quem?;
- Quem são os parceiros estratégicos do projeto;
- Orçamento detalhado.
Faça o download aqui.
4 - Aplique as quatro disciplinas da execução
Planejamento é crucial para o sucesso dos projetos de construção civil. Mas planejamento sem execução não leva a lugar nenhum! Chris McChesney, coautor do livro As 4 disciplinas da execução, explica que o verdadeiro inimigo da execução é o nosso trabalho diário, o que ele chama de “redemoinho”. “É a quantidade massiva de energia necessária para apenas manter a nossa operação em funcionamento numa base diária, que ironicamente é também aquilo que torna tão difícil a execução de qualquer coisa nova. O redemoinho tira de você o foco necessário para impulsionar a sua equipe”, explica. O especialista indica que o desafio é executar suas metas mais importantes em meio às urgências. Para isso, ele indica a aplicação das quatro disciplinas da execução – que são as regras para a execução da sua estratégia mais crítica em meio ao redemoinho. São elas: 1) Foque no crucialmente importante; 2) Atue nas medidas de direção; 3) Mantenha um placar envolvente; 4) Crie uma cadência de responsabilidade. Descubra como aplicar essas regras na execução de suas obras lendo este artigo: Execução: o grande gargalo a solucionar em suas obras e projetos5 - Foque na melhoria contínua
A alta produtividade é alcançada por empresas que estão sempre preocupadas em fazer melhor, fazer mais com menos e em ter mais eficiência em seus processos. Elas acreditam que tudo pode ser melhorado. Esse mindset tem tudo a ver com a metodologia Kaizen, que defende a melhoria contínua dos processos. Essa ferramenta pode ser muito útil para aumentar a produtividade no mercado de engenharia e construção. De acordo com a metodologia Kaizen, a melhoria contínua pode ser obtida por duas formas: 1) Pela identificação e remoção das causas de falhas e desvios nos processos de gestão e de produção. 2) Pela identificação proativa de oportunidades de melhoria, a partir da análise sistemática dos dados apontados. Com base nessa ideia, estes são alguns dos indicadores que devem ser incluídos no seu planejamento de melhoria contínua na etapa de acompanhamento e controle de obra:- Custos;
- Prazos;
- Produtividade;
- Taxa de retrabalho.