O custo da segurança vs. o preço do acidente: qual a melhor estratégia? [ConstruFoco #07]

Por Raphael Chelin Publicado em 01/04/2025 Leitura: 3 min
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O custo da segurança vs. o preço do acidente: qual a melhor estratégia? [ConstruFoco #07]
Hoje eu queria dividir com você os principais dados da 47ª Pesquisa Acidentes de Trabalho nas Obras*, levantamento realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), que ouviu gestores de Saúde e Segurança do Trabalho em quase mil canteiros de obras pelo Brasil.

A principal manchete do estudo é esta: em 2024, o setor de incorporação imobiliária investiu mais de R$ 330 milhões em segurança do trabalho, um aumento de 12,5% em relação ao ano anterior.

O que torna essa informação realmente relevante é que esses investimentos estão gerando resultados mensuráveis: a taxa de frequência de acidentes ficou em 11,5 (acidentes por milhão de horas trabalhadas) e a taxa de gravidade em 77,2 (dias perdidos por milhão de horas trabalhadas) – ambos considerados “muito bom” pelos padrões do setor. O custo da segurança vs. o preço do acidente: qual a melhor estratégia? Quando analisamos o detalhamento dos investimentos, vemos que:
  • Em média, cada obra investiu R$ 5.272 por mês em equipamentos de proteção coletiva (EPC).
  • O investimento por trabalhador próprio em equipamentos de proteção individual (EPI) foi de R$ 487 por mês.
  • A média de horas de treinamento por trabalhador também aumentou, chegando a 15,7 horas mensais.

Esses dados revelam uma tendência clara: as empresas estão reconhecendo que investir em segurança é, na verdade, investir em produtividade e eficiência operacional.

Por que isso é relevante para o seu negócio?

Como comentei em edições anteriores da ConstruFoco, o setor da construção opera atualmente em um cenário de custos crescentes e margens pressionadas. Nesse contexto, muitos gestores podem ser tentados a cortar investimentos em áreas como segurança do trabalho.

No entanto, nossa experiência na Celere mostra o oposto: obras com altos padrões de segurança frequentemente são também as mais eficientes e produtivas.

Isso acontece porque:
  • Acidentes geram paralisações, retrabalhos e atrasos que impactam diretamente o cronograma e o orçamento.
  • Profissionais que se sentem seguros tendem a ser mais produtivos e comprometidos.
  • Ambientes de trabalho organizados (requisito para segurança) facilitam o fluxo de materiais e reduzem desperdícios.
Em nossa prática de orçamentos, observamos que o dimensionamento adequado dos investimentos em segurança é fundamental para um planejamento financeiro realista. Muitas vezes, o que parece ser uma “economia” acaba gerando custos muito maiores durante a execução da obra.

Qual é a similaridade com a Celere?

Assim como na segurança do trabalho, onde investimentos planejados geram retornos significativos, um orçamento preciso e detalhado é a base para o sucesso financeiro do seu empreendimento. Na Celere, integramos esses aspectos em nossa metodologia de orçamentação, oferecendo desde orçamentos paramétricos para garantir que mesmo em fases iniciais do negócio se garanta a margem desejada, até orçamentos executivos em BIM-5D, que proporcionam total rastreabilidade e detalhamento dos custos e dão segurança para que o custo não estoure ao longo da obra. Com o histórico de mais de 550 empreendimentos em todo o Brasil, conseguimos ajudar você a:
  • Ter segurança no custo de construção no momento de viabilidade de um novo negócio.
  • Ter segurança total nos quantitativos e no orçamento meta de obra.
  • Dimensionar adequadamente os custos com segurança do trabalho, comparando com um grande benchmark de mercado.
Raphael ChelinQuer saber como podemos ajudar sua empresa a obter mais precisão orçamentária enquanto mantém os mais altos padrões de segurança? Entre em contato e vamos conversar. Raphael Chelin CEO

PS: A 47ª Pesquisa ABRAINC sobre Acidentes de Trabalho nas Obras está disponível aqui. Vale a pena conferir os dados completos!