INCC-M sobe 0,59% em abril, com mão de obra liderando a alta [ConstruFoco #12]

Por Raphael Chelin Publicado em 15/05/2025 Leitura: 3 min
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INCC-M sobe 0,59% em abril, com mão de obra liderando a alta [ConstruFoco #12]
Já virou rotina abrir os relatórios de inflação da construção esperando alguma oscilação. Na análise que fiz esta semana sobre os dados mais recentes, chamou minha atenção o fato de que não foi o preço dos materiais, e sim o custo com mão de obra, que puxou o Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M) para cima em abril. E isso muda bastante coisa no planejamento de quem está orçando – ou executando – obras neste momento. Vamos aos números…

Para começar, o índice subiu 0,59% no mês, segundo o FGV Ibre. Só a mão de obra avançou 0,91%, o maior salto desde meados de 2023. Em 12 meses, o acumulado já chega a 7,52% – e, em cidades como São Paulo, esse número bate 8,39%.

Entre os itens que mais encareceram em abril, apareceram:
  • Pintor (+1,19%)
  • Encanador (+1,06%)
  • Pedreiro (+1,07%)
  • Elevador (+0,95%)
  • Bloco de concreto (+0,71%)
O grupo serviços também teve aceleração relevante (de 0,19% para 0,50%), puxado por itens como projetos, que subiram 0,59%.

Ou seja, temos serviços e profissionais cada vez mais caros, enquanto os insumos dão sinais de estabilidade. Isso, na prática, pressiona a margem real dos empreendimentos.

E por que isso importa para você?

O INCC-M é um índice de referência, o que define a sua margem é a capacidade de adaptar esses dados à realidade da sua operação.

O que eu gostaria de salientar é que, em um cenário de estabilidade nos insumos e avanço nos salários, a precisão do orçamento depende menos do preço do saco de cimento e mais da forma como você calcula a produtividade da equipe, o ritmo da obra e o escalonamento de contratações.

Para quem está no meio da obra, é hora de reavaliar o cronograma e recalibrar os contratos. Para quem está na fase de viabilidade, vale redobrar o cuidado com os coeficientes de produtividade e os insumos mais afetados.

Leia também: O que analisar em um estudo de viabilidade econômica

Como a Celere pode apoiar sua estratégia diante desses novos custos?

Na Celere, ajudamos construtoras e incorporadoras a tomarem decisões mais seguras desde as fases iniciais do projeto até a execução da obra.

Para quem tem projetos em fase de viabilidade, oferecemos o Budget Paramétrico, uma ferramenta ágil e estratégica que combina parâmetros técnicos, metodologias construtivas aderentes e dados reais de mais de 550 projetos já orçados pela nossa equipe. Com ele, você consegue:
  • Estimar custos de forma rápida e confiável, mesmo com informações preliminares;
  • Avaliar terrenos e tipologias com base em dados reais de execução;
  • Evitar retrabalho e priorizar apenas os projetos com real potencial de margem.
Já para quem está com obras em andamento ou prestes a começar, o Budget Analytics oferece uma visão aprofundada e rastreável de cada componente do orçamento. Ele permite que você:
  • Entenda exatamente o que está pressionando seus custos;
  • Cruze os dados do INCC com a produtividade real da sua equipe;
  • Simule diferentes cenários e antecipe riscos de estouro no custo final.
Tudo isso com uma base de dados sólida, inteligência de engenharia e análise regionalizada para garantir que seu orçamento reflita a realidade do seu projeto, e não apenas a média do mercado.

Raphael ChelinOu seja, se você está buscando mais precisão, previsibilidade e estratégia, tanto na viabilidade quanto na execução, a Celere pode ajudar.

Entre em contato e vamos conversar sobre como podemos apoiar sua tomada de decisão com mais segurança.

Raphael Chelin CEO